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Este artigo faz parte do guia: Emagrecimento Feminino

Triglicerídeos altos: o que comer (e o que evitar) para melhorar os exames

9 de setembro de 2026 Ana Paula Fernandes
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Resposta Direta

Triglicerídeos altos estão frequentemente relacionados ao excesso de peso, resistência à insulina, diabetes, álcool e alimentação rica em açúcares e carboidratos refinados. A estratégia nutricional prioriza fibras, vegetais, proteínas, peixes e gorduras insaturadas, reduzindo açúcar, bebidas adoçadas, álcool e ultraprocessados. Perder peso pode ajudar significativamente, mas valores muito elevados exigem avaliação médica e tratamento individualizado.

Para reduzir triglicerídeos elevados, a alimentação deve priorizar vegetais, legumes, frutas em porções adequadas, leguminosas, proteínas magras, peixes, fibras e gorduras insaturadas, enquanto reduz açúcar adicionado, bebidas açucaradas, excesso de carboidratos refinados, ultraprocessados e álcool. Perder peso quando há excesso de peso também pode reduzir os triglicerídeos. Em valores muito elevados, avaliação médica é indispensável.

Principais pontos

  • Triglicerídeos são um tipo de gordura presente no sangue.

  • Valores elevados podem aumentar o risco cardiovascular e, quando muito altos, o risco de pancreatite.

  • Açúcar, bebidas açucaradas, álcool e excesso de carboidratos refinados podem contribuir para a elevação.

  • Não é necessário simplesmente “cortar todo carboidrato”.

  • Feijão, aveia, vegetais, frutas e cereais integrais podem fazer parte da alimentação.

  • Peixes ricos em ômega-3 podem ser interessantes dentro de uma alimentação cardioprotetora.

  • A perda de peso, quando indicada, pode reduzir os triglicerídeos.

  • Álcool merece atenção especial porque pode elevar os triglicerídeos.

  • Triglicerídeos ≥500 mg/dL merecem atenção médica específica, principalmente pelo risco de pancreatite.

O que são triglicerídeos?

Quando você recebe seu exame de sangue, provavelmente olha primeiro para o colesterol total e o LDL.

Mas existe outro marcador importante:

os triglicerídeos.

Triglicerídeos são um tipo de gordura presente no sangue e também uma forma importante de armazenamento de energia do organismo.

Depois que você se alimenta, especialmente quando há excesso de energia, o organismo pode transformar parte desse excedente em triglicerídeos e armazená-lo no tecido adiposo.

O problema aparece quando os níveis permanecem elevados.

Segundo os critérios utilizados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, valores de triglicerídeos abaixo de 150 mg/dL são considerados desejáveis em jejum. Para amostras sem jejum, o valor de referência utilizado é inferior a 175 mg/dL.

Mas o resultado precisa sempre ser interpretado dentro do contexto clínico.

Triglicerídeos altos são perigosos?

Depende do nível e do contexto.

Triglicerídeos elevados fazem parte do conjunto de alterações relacionadas ao risco cardiovascular.

Além disso, quando os níveis ficam muito elevados, aumenta a preocupação com pancreatite aguda, uma inflamação potencialmente grave do pâncreas.

Por isso, não é a mesma coisa ter triglicerídeos de 180 mg/dL e ter triglicerídeos acima de 500 mg/dL.

A Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025 recomenda tratamento farmacológico com fibratos para pessoas com triglicerídeos persistentemente ≥500 mg/dL apesar das medidas de estilo de vida, com o objetivo de reduzir o risco de pancreatite.

Ou seja: quanto maior o resultado, mais importante é individualizar a conduta.

O que causa triglicerídeos altos?

A alimentação é importante, mas não é a única causa.

Os triglicerídeos podem aumentar em associação com:

  • excesso de peso;

  • obesidade;

  • resistência à insulina;

  • diabetes;

  • consumo excessivo de álcool;

  • alimentação rica em açúcares;

  • excesso de carboidratos refinados;

  • algumas doenças;

  • alterações da tireoide;

  • doença renal;

  • determinados medicamentos;

  • fatores genéticos.

O consenso do American College of Cardiology destaca diabetes, doença renal, síndrome metabólica/obesidade, álcool, alimentos de alto índice glicêmico e alguns medicamentos entre causas ou fatores associados à hipertrigliceridemia.

Por isso, se seus triglicerídeos estão altos, não basta perguntar:

“O que eu comi ontem?”

É preciso entender o contexto.

Açúcar aumenta os triglicerídeos?

Pode aumentar.

E aqui existe um erro bastante comum:

a pessoa pensa que precisa retirar apenas gordura da alimentação.

Mas, para triglicerídeos elevados, o excesso de açúcares e carboidratos refinados também merece atenção.

Refrigerantes, sucos adoçados, bebidas açucaradas, doces, sobremesas e outros produtos ricos em açúcares adicionados podem contribuir para a elevação dos triglicerídeos.

A Diretriz Brasileira de 2019 já recomendava limitar açúcares adicionados, com restrições ainda maiores nos níveis mais altos de triglicerídeos.

A atualização brasileira de 2025 também reforça a importância das medidas de estilo de vida para o controle dos triglicerídeos.

Preciso cortar todo carboidrato?

Não.

Esse é um dos maiores equívocos quando alguém recebe o diagnóstico de triglicerídeos altos.

Carboidratos não são automaticamente responsáveis pelo aumento dos triglicerídeos.

O problema está principalmente no excesso, na qualidade e no contexto energético da alimentação.

Feijão, aveia, frutas, legumes e outros alimentos ricos em fibras podem fazer parte de uma alimentação adequada.

Por outro lado, uma alimentação baseada em:

  • refrigerante;

  • pão branco em excesso;

  • biscoitos;

  • doces;

  • bolos;

  • cereais refinados;

  • bebidas açucaradas;

pode favorecer uma ingestão elevada de carboidratos de rápida absorção e açúcares.

Portanto, não é simplesmente:

“carboidrato sim ou não?”

É:

qual carboidrato, em qual quantidade e dentro de qual padrão alimentar?

E o arroz e o feijão?

Sim, podem fazer parte da alimentação.

Inclusive, retirar o arroz e o feijão automaticamente pode tornar a dieta mais difícil de manter e reduzir a variedade alimentar.

O feijão fornece fibras, proteínas vegetais, vitaminas e minerais.

O arroz pode ser consumido em quantidade adequada à necessidade energética e ao restante da alimentação.

O que precisa ser avaliado é o conjunto da refeição e a quantidade total de carboidratos e calorias ao longo do dia.

Uma estratégia nutricional não precisa transformar a alimentação brasileira tradicional em vilã.

O que comer para baixar os triglicerídeos?

Agora chegamos à parte mais prática.

Se você recebeu um exame com triglicerídeos elevados, quais alimentos devem aparecer com mais frequência?

1. Verduras e legumes

Vegetais devem ocupar uma parte importante da alimentação.

Folhas, brócolis, couve-flor, abobrinha, cenoura, berinjela, tomate e outros legumes ajudam a aumentar o consumo de fibras e nutrientes.

2. Feijão e outras leguminosas

Feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha são excelentes opções.

As fibras ajudam a melhorar a qualidade geral da alimentação e favorecem maior saciedade.

3. Frutas inteiras

Frutas podem fazer parte da alimentação mesmo quando os triglicerídeos estão altos.

O ponto importante é priorizar a fruta inteira, em vez de transformar várias frutas em um grande copo de suco.

Uma fruta inteira fornece fibras e exige mastigação, enquanto o suco pode concentrar carboidratos e facilitar um consumo maior em pouco tempo.

Isso não significa que “fruta tem açúcar e engorda”.

Significa que forma de consumo e quantidade importam.

4. Aveia e outros alimentos ricos em fibras

Aveia, cevada e outros cereais integrais podem contribuir para uma alimentação cardioprotetora.

A fibra deve ser parte de uma estratégia alimentar global, e não um suplemento isolado.

5. Peixes

Sardinha, salmão e outros peixes são fontes de proteínas e ácidos graxos ômega-3.

A diretriz brasileira de 2025 reconhece EPA e DHA provenientes de óleo de peixe como estratégias que podem reduzir triglicerídeos em contextos específicos.

Mas comer peixe é diferente de tomar cápsulas de ômega-3.

Suplementação precisa ser avaliada individualmente.

6. Azeite e outras fontes de gorduras insaturadas

O azeite de oliva e outras fontes de gorduras insaturadas podem fazer parte de um padrão alimentar saudável.

Mas existe um detalhe:

gordura saudável também fornece calorias.

Portanto, “é saudável” não significa “quanto mais, melhor”.

O que evitar quando os triglicerídeos estão altos?

Não existe uma lista universal de alimentos proibidos.

Mas alguns itens merecem atenção especial.

Açúcares adicionados

Reduza o consumo de:

  • refrigerantes;

  • doces;

  • balas;

  • chocolates em excesso;

  • bolos;

  • biscoitos;

  • sobremesas frequentes;

  • bebidas adoçadas.

Bebidas açucaradas

Aqui entram:

  • refrigerantes;

  • sucos industrializados;

  • chás adoçados;

  • energéticos com açúcar;

  • cafés muito açucarados.

As bebidas podem ser especialmente problemáticas porque fornecem energia rapidamente e geralmente promovem menos saciedade do que alimentos sólidos.

Álcool

Esse é um ponto que merece destaque.

Se os triglicerídeos estão elevados, o álcool pode ser um dos principais pontos a rever.

O álcool pode aumentar os triglicerídeos e, em níveis muito elevados, pode contribuir para aumentar o risco de pancreatite.

A recomendação brasileira de 2025 não recomenda o consumo de álcool com o objetivo de prevenir ou tratar aterosclerose.

E, em hipertrigliceridemia importante, a recomendação pode ser de abstinência.

Por isso, aquela ideia de que:

“uma taça de vinho não tem problema porque faz bem para o coração”

não deve ser utilizada como estratégia para tratar triglicerídeos altos.

Ultraprocessados

Biscoitos, salgadinhos, fast food, doces industrializados e outros ultraprocessados podem contribuir para excesso de calorias, açúcar e gorduras de pior qualidade.

A estratégia não precisa ser “nunca mais comer”.

Mas o consumo frequente merece revisão.

E o pão? Precisa cortar?

Não necessariamente.

O pão pode fazer parte de uma alimentação para controle dos triglicerídeos.

O problema pode estar no conjunto:

pão + manteiga em excesso + bebida açucarada + sobremesa + alimentação rica em refinados durante todo o dia.

Em vez de transformar o pão em vilão, vale avaliar:

  • tipo;

  • quantidade;

  • recheio;

  • frequência;

  • combinação com proteínas e fibras.

Por exemplo, pão associado a uma fonte de proteína pode proporcionar uma refeição mais equilibrada do que simplesmente consumir grandes quantidades de carboidrato isoladamente.

E o açúcar do café?

Se você está tentando reduzir triglicerídeos, pequenas fontes de açúcar ao longo do dia também contam.

Uma colher de açúcar pode parecer insignificante.

Mas imagine:

café da manhã + café da tarde + bebidas + sobremesas + alimentos industrializados.

O consumo acumulado pode ser relevante.

Por isso, a avaliação alimentar precisa considerar o dia inteiro, e não apenas um alimento isolado.

Triglicerídeos altos e emagrecimento: existe relação?

Sim.

O excesso de peso, especialmente quando associado à resistência à insulina e gordura visceral, pode contribuir para alterações nos triglicerídeos.

E existe uma boa notícia:

perder peso pode ajudar a reduzir os triglicerídeos.

A Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025 recomenda perda de peso em pessoas com sobrepeso ou obesidade como estratégia para melhorar o perfil lipídico, incluindo redução de triglicerídeos.

Uma redução de 5% a 10% do peso corporal pode produzir melhora relevante nos triglicerídeos em pessoas com excesso de peso. O consenso europeu citado pelo American College of Cardiology estima redução de aproximadamente 20% nos triglicerídeos com perda de 5% a 10% do peso.

Isso não significa que toda pessoa precise emagrecer 10%.

A meta precisa ser individualizada.

Triglicerídeos altos podem ser sinal de resistência à insulina?

Podem estar associados.

Triglicerídeos elevados aparecem frequentemente junto a alterações metabólicas como:

  • resistência à insulina;

  • aumento da circunferência abdominal;

  • glicemia alterada;

  • HDL baixo;

  • pressão arterial elevada.

Esse conjunto pode fazer parte da síndrome metabólica.

Por isso, quando uma mulher apresenta triglicerídeos altos, principalmente associados a aumento da gordura abdominal, vale olhar para o metabolismo como um todo.

Não apenas para o número do triglicerídeo.

Triglicerídeos e menopausa: existe relação?

A menopausa não significa automaticamente que os triglicerídeos ficarão altos.

Mas a transição menopausal está associada a mudanças na composição corporal e na distribuição da gordura, além de alterações metabólicas que podem influenciar o risco cardiovascular.

A mulher pode perceber:

  • maior gordura abdominal;

  • redução da massa muscular;

  • aumento do peso;

  • mudanças na sensibilidade à insulina;

  • alterações do perfil lipídico.

Por isso, cuidar da alimentação durante essa fase é também uma forma de cuidar da saúde cardiovascular.

Leia também: “Colesterol alto em mulheres: como a menopausa influencia e o que a alimentação pode fazer”.

O que comer no café da manhã com triglicerídeos altos?

Não existe um único café da manhã obrigatório.

Algumas combinações possíveis incluem:

Opção 1

Ovos + pão integral + fruta.

Opção 2

Iogurte natural + aveia + chia + fruta.

Opção 3

Tapioca em porção adequada + ovos + fruta.

Opção 4

Aveia preparada com leite ou iogurte + fruta + sementes.

A ideia é combinar carboidrato de melhor qualidade + proteína + fibras, adequando a quantidade às necessidades individuais.

E no almoço?

Uma estrutura simples pode ser:

½ prato: verduras e legumes.

¼ do prato: proteína.

¼ do prato: arroz, batata, mandioca ou outro carboidrato.

E, quando fizer parte da rotina:

feijão ou outra leguminosa.

Não é necessário retirar o arroz e o feijão para tratar triglicerídeos.

A quantidade deve ser individualizada.

E o jantar?

Pode seguir uma lógica semelhante ao almoço.

Uma refeição equilibrada pode conter:

  • vegetais;

  • proteína;

  • carboidrato adequado;

  • leguminosa, quando fizer sentido.

O importante é evitar que o jantar se transforme em um momento de grande ingestão de:

  • pizza;

  • hambúrguer;

  • doces;

  • bebidas alcoólicas;

  • refrigerantes;

  • alimentos ultraprocessados.

E no final de semana?

Aqui está um dos pontos que mais podem atrapalhar.

Durante a semana:

“Minha alimentação está perfeita.”

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Sexta-feira:

vinho.

Sábado:

pizza + sobremesa.

Domingo:

churrasco + cerveja + doce.

Não significa que você nunca mais poderá comer pizza ou beber socialmente.

Mas se os triglicerídeos estão elevados, a frequência e a quantidade desses episódios precisam entrar na estratégia.

Principalmente o álcool.

Ômega-3 ajuda a baixar triglicerídeos?

Pode ajudar.

Mas precisamos diferenciar peixe na alimentação de suplementação de ômega-3.

EPA e DHA em doses terapêuticas podem reduzir triglicerídeos, e a Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025 reconhece o óleo de peixe como estratégia com efeito sobre TG.

Porém, a indicação de suplemento depende do nível de triglicerídeos, risco cardiovascular, alimentação, medicamentos e contexto clínico.

Não é recomendável comprar qualquer cápsula de “ômega-3” e esperar que o exame normalize.

Preciso tomar remédio se meu triglicerídeo está alto?

Nem sempre.

A conduta depende do nível dos triglicerídeos, do risco cardiovascular e da causa.

Para triglicerídeos de 150 a 499 mg/dL, a Diretriz Brasileira de 2025 coloca a estatina como primeira linha quando existe indicação de terapia para redução do risco cardiovascular.

Quando os triglicerídeos permanecem ≥500 mg/dL apesar das mudanças de estilo de vida, medicamentos como fibratos podem ser indicados para reduzir o risco de pancreatite.

Portanto:

não é o número isolado que determina toda a conduta.

Triglicerídeos acima de 500: atenção especial

Se o seu exame mostrou triglicerídeos ≥500 mg/dL, não é o momento de tentar resolver tudo apenas com dicas da internet.

Valores muito elevados exigem avaliação médica e nutricional.

Em níveis muito altos, a estratégia alimentar pode precisar de restrições específicas, principalmente de gordura total, dependendo do quadro e do risco de pancreatite.

Isso é diferente da alimentação recomendada para alguém com triglicerídeos de 160 mg/dL.

A dieta precisa acompanhar o nível do exame.

10 mudanças que podem ajudar a reduzir os triglicerídeos

  1. Reduza bebidas açucaradas.

  2. Diminua açúcar e doces frequentes.

  3. Evite ou suspenda álcool quando os triglicerídeos estiverem elevados, especialmente em níveis importantes.

  4. Reduza ultraprocessados.

  5. Aumente vegetais.

  6. Inclua feijão e outras leguminosas.

  7. Priorize frutas inteiras em vez de grandes quantidades de sucos.

  8. Inclua fontes de fibras, como aveia e sementes.

  9. Consuma peixes regularmente quando possível.

  10. Se houver excesso de peso, busque uma perda de peso gradual e sustentável.

Um erro comum: trocar açúcar por excesso de gordura

Quando a pessoa descobre que precisa reduzir açúcar, às vezes faz uma troca inadequada.

Tira o pão, a fruta e o arroz.

E passa a comer:

  • queijo em excesso;

  • bacon;

  • embutidos;

  • manteiga;

  • creme de leite;

  • castanhas sem controlar a quantidade.

Isso não necessariamente melhora a alimentação.

A estratégia precisa ser qualitativa e quantitativa.

Não basta retirar um nutriente.

É preciso construir uma alimentação equilibrada.

Outro erro: fazer uma dieta extremamente restritiva

Uma pessoa recebe um exame alterado e decide:

“A partir de amanhã não como mais carboidrato.”

Durante alguns dias, consegue seguir.

Depois sente muita fome, abandona a dieta e volta ao padrão anterior.

Para controlar triglicerídeos no longo prazo, a estratégia precisa ser sustentável.

É possível ajustar carboidratos sem transformar a alimentação em uma lista de proibições.

Como a nutricionista pode ajudar?

Triglicerídeos elevados podem parecer simples, mas a alimentação precisa ser individualizada.

Na consulta, é possível avaliar:

  • resultado dos exames;

  • histórico familiar;

  • alimentação;

  • consumo de álcool;

  • peso e composição corporal;

  • distribuição da gordura;

  • rotina;

  • atividade física;

  • medicamentos;

  • presença de diabetes ou resistência à insulina;

  • preferências alimentares.

A partir disso, é possível construir um plano que reduza os principais fatores alimentares associados aos triglicerídeos elevados sem transformar sua alimentação em uma dieta impossível de manter.

Para mulheres acima dos 40, também é importante considerar menopausa, massa muscular e saúde metabólica.

Leia também: “Emagrecimento feminino após os 40: por que fica mais difícil e o que funciona”.

Perguntas frequentes

O que comer para baixar triglicerídeos rapidamente?

Não existe um alimento que normalize triglicerídeos rapidamente. A estratégia envolve reduzir açúcar, álcool, bebidas açucaradas e excesso de carboidratos refinados, enquanto aumenta a qualidade geral da alimentação e, quando necessário, promove perda de peso.

Quem tem triglicerídeos altos pode comer arroz e feijão?

Sim. Arroz e feijão podem fazer parte de uma alimentação equilibrada. A quantidade e o restante da refeição devem ser ajustados individualmente.

Quem tem triglicerídeos altos pode comer frutas?

Sim. Frutas inteiras podem fazer parte da alimentação. O cuidado maior é com excesso de açúcar adicionado e bebidas açucaradas, incluindo grandes quantidades de sucos.

Triglicerídeos altos podem comer banana?

Sim. A banana não precisa ser automaticamente retirada. A quantidade e o contexto alimentar são mais importantes do que demonizar uma fruta específica.

Álcool aumenta os triglicerídeos?

Pode aumentar. O álcool é uma causa reconhecida de hipertrigliceridemia e merece atenção especial quando os níveis estão elevados.

Quem tem triglicerídeos altos pode beber vinho?

Se os triglicerídeos estão elevados, especialmente de forma importante, o álcool deve ser discutido com o profissional responsável. A diretriz brasileira não recomenda álcool como estratégia de prevenção ou tratamento cardiovascular.

Triglicerídeos altos emagrecem com dieta?

A perda de peso, quando existe excesso de peso, pode ajudar a reduzir os triglicerídeos. Mas o tratamento não se resume a emagrecer: a qualidade da alimentação, álcool, metabolismo, genética e outras condições também importam.

Triglicerídeos acima de 500 são perigosos?

Sim. Níveis ≥500 mg/dL exigem atenção especial e avaliação médica, principalmente pelo aumento do risco de pancreatite.

Ômega-3 baixa triglicerídeos?

EPA e DHA podem reduzir triglicerídeos, especialmente em doses terapêuticas e contextos específicos. A indicação de suplementação deve ser individualizada.

Conclusão

Triglicerídeos altos não significam que você precisa abandonar todos os carboidratos, viver de salada ou passar fome.

Na maioria dos casos, a estratégia é muito mais inteligente do que isso.

É preciso olhar para o conjunto da alimentação:

menos açúcar e bebidas açucaradas, menos álcool e ultraprocessados, mais fibras, vegetais, leguminosas, proteínas adequadas e gorduras de melhor qualidade.

E, quando existe excesso de peso, uma perda de peso sustentável pode ajudar bastante na redução dos triglicerídeos.

Mas existe uma regra importante:

quanto mais altos os triglicerídeos, maior a necessidade de uma avaliação individualizada.

Um resultado de 180 mg/dL não é tratado exatamente da mesma forma que um resultado de 600 mg/dL.

Por isso, não tente simplesmente “baixar o exame” com uma dieta encontrada na internet.

O objetivo é melhorar o exame melhorando sua saúde metabólica como um todo.

Quer melhorar seus exames sem fazer uma dieta impossível?

Se você recebeu exames com triglicerídeos altos, colesterol alterado, resistência à insulina ou aumento da gordura abdominal, uma avaliação nutricional individualizada pode ajudar a identificar o que realmente está contribuindo para essas alterações.

Na consulta, avalio seus exames, rotina, alimentação, composição corporal e objetivos para construir um plano alimentar possível de seguir na vida real, sem dietas extremamente restritivas e sem precisar cortar automaticamente arroz, feijão, pão ou frutas.

Atendimento online para todo o Brasil e presencial em São Paulo.

Sobre a autora

Ana Paula Fernandes é nutricionista, com 12 anos de experiência clínica e especializações em Emagrecimento, Hipertrofia e Oncologia pelo ICESP.

Atua principalmente com mulheres, incluindo estratégias nutricionais para emagrecimento, menopausa, preservação de massa muscular e saúde metabólica.

Seu trabalho é baseado em uma abordagem individualizada, considerando rotina, exames, composição corporal, objetivos e preferências alimentares de cada paciente.

Referências científicas

  • Rached F et al. Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2025;122(9).

  • Sociedade Brasileira de Cardiologia. Atualização da Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular – 2019. Arquivos Brasileiros de Cardiologia.

  • American College of Cardiology. 2021 ACC Expert Consensus Decision Pathway on the Management of Persistent Hypertriglyceridemia.

  • American College of Cardiology. ESC Consensus on Obesity and Cardiovascular Disease. 2024.

  • American Heart Association. Dietary Fats and Cardiovascular Disease.

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